PIB da China cresce 4,5% no terceiro trimestre, acima das projeções
O crescimento superou o consenso de 4,4%, e as vendas no varejo também ficaram acima das expectativas, mesmo após um trimestre fraco para os preços ao consumidor.
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Tabela: PIB do 3º tri (a/a), PIB do 2º tri (a/a), PIB do 1º tri (a/a), PIB do 1º semestre de 2026 (a/a), Vendas no varejo de setembro (a/a)
O produto interno bruto da China cresceu 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre, informou o Escritório Nacional de Estatísticas, acima da projeção de consenso de 4,4%.
O resultado é mais forte que o crescimento de 4,3% registrado no segundo trimestre, mas ainda fica abaixo do ritmo de 5% do primeiro trimestre. O crescimento do primeiro semestre de 2026 ficou em 4,7%. As vendas no varejo em setembro subiram 1,1% em relação a setembro do ano anterior, bem acima da projeção de 0,5%, divulgadas junto com o dado do PIB.
O resultado acima do esperado vem depois de uma série de medidas de apoio que Pequim lançou no fim de setembro, incluindo cortes direcionados nas taxas de juros e subsídios para financiamento imobiliário, após o gabinete prometer ações mais fortes para atingir a meta anual de crescimento, segundo a Reuters. A atividade fabril também melhorou naquele mês: o PMI industrial oficial voltou ao campo de expansão após dois meses de contração, e um indicador privado atingiu a máxima de cinco meses, de acordo com a Reuters. Analistas consultados pela Reuters esperam que o Banco Popular da China mantenha inalteradas a taxa básica de empréstimos e o índice de depósitos compulsórios até o primeiro trimestre de 2027.
O resultado acima do esperado no terceiro trimestre vem apesar de uma leitura mais fraca dos preços ao consumidor em setembro e de uma defasagem persistente entre as tendências dos preços ao produtor e ao consumidor, divergência que tem sido apontada como um limite para novos afrouxamentos. Um resultado acima do esperado desta magnitude sugere que o estímulo já em andamento, incluindo o corte de juros e o apoio ao financiamento imobiliário, está aparecendo na produção, mesmo com os preços ao consumidor seguindo fracos, uma dinâmica que vai definir quanto espaço adicional de política Pequim está disposta a usar, dada sua relutância em depender de o yuan. Os números também chegam junto com uma sequência de gestos de abertura de mercado ao longo de outubro, desde a ampliação das cotas de importação de petróleo bruto até compras de soja e conversas sobre acesso a sistemas de pagamento com empresas dos EUA, somando-se a um cenário de crescimento mais estável construído ao longo das manchetes comerciais e diplomáticas do mês.
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