Iraque fixa meta de 450.000 barris por dia para os campos de Kirkuk, agora operados por consórcio liderado pela BP
A BP assumiu na quinta-feira a gestão dos campos de Kirkuk, Bai Hassan, Khabbaz e Jambur, antes sob controle das estatais de petróleo do Iraque.
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Mapa: Oriente Médio, com Kirkuk
O Iraque pretende produzir 450.000 barris por dia a partir de quatro campos na região de Kirkuk, afirmou o ministro do Petróleo do país. Os campos de Kirkuk, Bai Hassan, Khabbaz e Jambur passaram das estatais North Oil Company e North Gas Company para um organismo operacional conjunto que inclui a BP, na quinta-feira, segundo o +964media. O projeto também tem como meta cerca de 500 milhões de pés cúbicos padrão por dia de gás associado dos campos, informou o +964media.
A meta de 450.000 barris por dia remonta a um contrato que o Conselho de Ministros do Iraque aprovou com a BP em março de 2025, no valor de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões, que fixava o objetivo de acrescentar 150.000 barris por dia para atingir esse nível em três anos, segundo a entrada da Wikipedia sobre o Ministério do Petróleo do Iraque. Mas, quando o contrato de desenvolvimento foi formalmente ativado neste mês, o ministro do Petróleo, Hayan Abdel-Ghani, citou uma meta inicial de produção de 328.000 barris por dia, número que conflita com os 450.000 barris por dia do comunicado mais recente, informou o Yahoo Finance. O diretor-geral da North Oil Company, Amer Khalil, estimou as reservas provadas dos quatro campos em cerca de cinco bilhões de barris, informou o Yahoo Finance.
A BP já começou a reestruturar sua participação no projeto. Em julho de 2026, a empresa concordou em vender à ConocoPhillips uma fatia de 42% na BP Energy Company of Kirkuk Limited, veículo que sustenta o desenvolvimento dos domos Baba e Avanah do campo de Kirkuk e do campo vizinho de Bai Hassan, segundo reportagem da Reuters divulgada pelo TradingView e pela Zawya.
Uma meta formal para Kirkuk acrescenta um número específico de produção ao esforço mais amplo do Iraque para diversificar suas rotas de exportação, ao lado dos fluxos pelo oleoduto de Ceyhan, dos carregamentos planejados por caminhão via Turquia e Síria e dos volumes dos portos do sul, que se mantêm entre 2,6 e 2,65 milhões de barris por dia há meses. A produção de Kirkuk há muito fica abaixo de seu potencial por causa de restrições de infraestrutura e segurança, de modo que a nova meta sinaliza a intenção de Bagdá de somar volumes do norte às exportações que já se mostraram resilientes diante da retirada da coalizão e da tensão regional.
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