Otan avalia resposta a ataques de drones contra navios no Mar Negro
O Wall Street Journal informa que a aliança está considerando opções após uma sequência de ataques que, até agora, provocaram apenas declarações de preocupação
Publicado
Mapa: O Mar Negro, com Mar Negro
A Otan está avaliando uma resposta formal a uma série de ataques de drones contra navios no Mar Negro, informa o Wall Street Journal. Os ataques continuaram desde meados de setembro sem desencadear nenhuma ação em nível de aliança.
A revisão segue suspeitas de ataques contra dois petroleiros em águas da Otan, que autoridades acreditam terem sido realizados pela Rússia. A informação surgiu enquanto Washington avaliava se descongelaria ativos russos para retomar as negociações com Moscou.
A questão de como responder é complicada por movimentos em outras frentes da aliança. O secretário de Defesa, Hegseth, se reuniu esta semana no Pentágono com o britânico Wes Streeting, enquanto autoridades descreviam planos para reduzir os níveis de tropas dos EUA na Europa e deslocar mais forças para o Pacífico, mesmo com aliados sendo convidados a considerar uma postura mais dura no Mar Negro. A própria situação da Ucrânia aumenta a pressão: uma autoridade ucraniana afirmou que o país tinha apenas 10 mísseis interceptadores Patriot em 7 de outubro, a maioria já utilizada, com reabastecimento irregular desde maio. Em separado, uma autoridade ucraniana disse que um ataque noturno a uma refinaria russa foi realizado em resposta a ataques russos com mísseis e drones que romperam uma trégua energética promovida por Washington.
Um movimento em direção a qualquer medida concreta, seja a proteção de comboios, novas regras de engajamento ou uma consulta do Artigo 4, marcaria a primeira mudança tangível após meses de retórica. Também aumentaria as chances de um confronto mais amplo com a Rússia, um risco que os mercados até agora não precisaram precificar.
© Raydn · raydn.us