Pan Gongsheng, do PBOC, promete novo apoio a investidores globais e defende que títulos em renminbi sejam aceitos como garantia
O presidente do banco central diz que a China vai ampliar o acesso estrangeiro ao seu mercado de títulos, dando sequência a medidas já adotadas este ano para abri-lo a investidores do exterior.
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O governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, afirmou que o banco central vai adotar novas medidas para apoiar investidores e emissores globais no mercado financeiro chinês. Ele disse que o PBOC vai trabalhar para que os títulos em renminbi sejam reconhecidos globalmente e passem a ser aceitos como garantia.
A promessa se apoia em movimentos anteriores para ampliar a participação estrangeira. No Hong Kong FIC & Bond Connect Summit, em julho, Pan anunciou a elevação da cota anual do Southbound Bond Connect de 500 bilhões de yuans para 800 bilhões de yuans e disse que a China desenvolveria operações de repo com títulos do Southbound Bond Connect como garantia, segundo o Hong Kong Monetary Authority. O HKMA afirmou que foi a primeira autoridade monetária a operar sob uma linha de repo do PBOC que permite a bancos centrais estrangeiros, organizações financeiras internacionais e fundos soberanos obter liquidez em renminbi com garantia em títulos do governo chinês, letras do banco central e títulos de bancos de políticas públicas. A linha foi anunciada por Pan no Fórum Lujiazui, segundo a BigGo Finance.
A promessa desta sexta-feira vai além dos instrumentos de crédito que a China usou até agora neste ciclo, alcançando a estrutura de seus mercados de capitais. Ela vem após um esforço de afrouxamento que incluiu um corte da taxa básica e uma ampliação do refinanciamento de empréstimos em setembro, além de dados de crédito que superaram as expectativas no mesmo mês, o que dá a Pequim margem para propor medidas de abertura de mercado a partir de uma posição de força, e não de necessidade.
Se for cumprida, a maior aceitação dos títulos em renminbi como garantia global aprofundaria a participação estrangeira no mercado de títulos chinês em seus próprios termos, à parte do diferencial de juros que já separou o mercado da onda global de vendas. Isso marcaria uma mudança estrutural além das ferramentas de juros e liquidez em que Pequim se apoiou até agora neste ciclo.
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