China alerta a UE sobre retaliação a novas restrições comerciais
O Ministério do Comércio de Pequim diz que responderá se Bruxelas ampliar suas medidas tarifárias, enquanto os líderes da UE avaliam novos instrumentos comerciais até o fim do ano.
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O Ministério do Comércio da China disse que defenderia as empresas chinesas e classificou como protecionista um mecanismo tarifário mais amplo da UE, alertando que Pequim responderia se o bloco ampliar suas restrições comerciais, segundo a Bloomberg, via Traders Union.
O alerta vem após uma pressão do chanceler Friedrich Merz e do presidente Emmanuel Macron para que Bruxelas acelere a adoção de um novo instrumento comercial que poderia isolar a China do mercado único. Espera-se que os líderes da UE peçam à Comissão Europeia que crie novos instrumentos comerciais até o fim do ano, incluindo um mecanismo de diversificação para que as empresas ampliem sua base de fornecedores e um mecanismo de solidariedade para compensar empresas prejudicadas por retaliações chinesas, segundo o South China Morning Post, via Global Times. Fontes diplomáticas esperam que muitos líderes da UE apoiem uma proposta franco-alemã de um "kill switch" que removeria rapidamente países ou empresas do mercado europeu por comportamento coercitivo, de acordo com a mesma reportagem.
A disputa surge num momento em que uma trégua anterior sobre carros híbridos não conseguiu encerrar a discussão mais ampla sobre as importações chinesas. A China recusou-se a aceitar cotas para suas exportações de veículos híbridos e híbridos plug-in depois que Bruxelas propôs limitar a participação das marcas chinesas no mercado europeu de híbridos a cerca de 15%, ante mais de um terço, segundo o Financial Times, via Asia Times.
A ameaça de retaliação chinesa aumenta as chances de medidas de represália atingirem exportadores europeus justamente quando a UE trabalha, em paralelo, para diversificar suas cadeias de suprimento, um sinal de que Bruxelas se prepara para uma piora da relação, e não para esperar uma solução rápida. O momento deixa pouco espaço para otimismo: o bloco já lida com disputas orçamentárias e alertas sobre a acessibilidade da energia, e um novo confronto comercial com a China corre o risco de pressionar ainda mais as expectativas de crescimento da zona do euro.
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