Hammack, do Fed, diz que as condições financeiras não parecem restritivas
A declaração vem enquanto os investidores precificam chances de cerca de 90% de uma alta de juros em dezembro, e os mercados aguardam Warsh para uma leitura sobre o grupo mais duro.
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A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, disse que as condições financeiras não parecem restritivas neste momento.
O comentário destoa do argumento que ela mesma defendeu até outubro, de que a política monetária precisa apertar mais e mais rápido, posição que sustentou ao lado de Austan Goolsbee e Susan Collins, em oposição à linha mais paciente adotada por John Williams e Michelle Bowman. Se as condições já estão frouxas, esse argumento enfraquece.
Goolsbee classificou como desanimador o relatório do CPI de setembro e apontou o superaquecimento impulsionado pela IA como um risco, embora tenha evitado se comprometer com um caminho definido. Ele também disse que preços e custos são o ponto mais fraco da economia, com empresas mais preocupadas com a inflação do que com uma recessão. O Citigroup incluiu uma alta em dezembro em sua projeção para o Fed, mas ainda prevê cortes em 2027. Kevin Hassett disse que um dado de inflação em desaceleração poderia permitir que o Fed mantivesse os juros, contrapondo a retórica do governo ao bloco mais duro, mas também afirmou que o mercado confia no novo presidente do Fed, mesmo com os dirigentes divididos.
Os investidores já precificam cerca de 90% de chance de uma alta de juros em dezembro, com apostas que se estendem a um aperto adicional até 2027. A declaração de Hammack chega enquanto os mercados aguardam os comentários de Kevin Warsh para saber se essa leitura mais dura se sustenta.
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