Irã manda Hezbollah elevar prontidão enquanto ataques a petroleiros em Ormuz continuam
A ordem chega no momento em que a Marinha iraniana informa mais um petroleiro em chamas a leste do estreito, e Washington avalia seu próximo passo.
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
O Irã instruiu o Hezbollah a aumentar sua prontidão e se preparar para um possível conflito. A medida abre uma segunda frente, além da sequência de ataques e afundamentos de petroleiros que tem dominado o Estreito de Ormuz nas últimas semanas.
A Marinha iraniana informou que um petroleiro está em chamas a leste do estreito, o mais recente de uma série de incidentes desse tipo nesta semana. A IRGC disse que um terceiro superpetroleiro foi atingido no estreito em dois dias, em meio a uma mediação travada, e afirmou que a embarcação havia desligado seu sistema de navegação e ignorado avisos. A agência estatal iraniana IRNA disse que um dos petroleiros que pegou fogo havia violado sanções. O primeiro-ministro britânico, Burnham, afirmou que a Guarda Revolucionária iraniana quase certamente esteve por trás de um incidente separado em Fairford.
No campo diplomático, o presidente do Parlamento iraniano, Ghalibaf, afirmou que um acordo com os Estados Unidos não pode impedir outro ataque contra o Irã. O presidente Trump disse que uma decisão sobre o Irã virá muito em breve. A CNN informou, citando fontes, que os EUA avaliam o uso da GBU-57, uma bomba antibunker projetada para destruir instalações nucleares fortificadas, contra o Irã.
O prêmio de risco do petróleo bruto já está elevado diante do ritmo acelerado dos incidentes em Ormuz. A ordem ao Hezbollah amplia a geografia do impasse, associando a pressão a partir do Líbano aos próprios sinais de escalada do Irã, em vez do ataque israelense independente que Washington, segundo relatos, buscara evitar antes das eleições de meio de mandato. A notícia também surge junto com relatos de que Netanyahu discutiu com Trump a retomada de ataques ao Irã, o que seu gabinete negou, deixando em aberto se a promessa de não agir antes de 3 de novembro ainda vale, e se a via diplomática ou a militar é que acabará definindo o cronograma.
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