Kiuchi diz que o governo Takaichi não busca uma política de reflação
Ministro da Economia do Japão afirma que política monetária e fiscal frouxa não é o que o país precisa agora
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O ministro da Economia do Japão, Minoru Kiuchi, afirmou que a política de reflação não é o que o Japão precisa neste momento e que o governo de Takaichi não a está perseguindo.
Kiuchi ocupa o cargo de política econômica e fiscal desde outubro de 2025, quando sucedeu Ryosei Akazawa no governo do primeiro-ministro Sanae Takaichi. Ele fez uma observação semelhante em 25 de setembro, quando disse que a era da política de reflação no estilo abenomics havia terminado, segundo uma análise da Reuters divulgada pelo Investing.com.
A declaração contrasta com o próprio histórico de Takaichi. Ela assumiu o cargo há um ano prometendo aumentar os gastos para impulsionar o crescimento e preencheu os painéis do governo com assessores favoráveis a uma política fiscal frouxa, segundo a análise da Reuters. Mais recentemente, ela disse ao Parlamento que a sustentabilidade fiscal é pré-requisito para sua política fiscal "responsável e proativa", uma mudança em relação à promessa anterior de colocar o crescimento acima da disciplina fiscal. A ministra da Fazenda, Satsuki Katayama, afirmou que o governo recalibrou sua comunicação no fim de agosto para tranquilizar os mercados de que Takaichi não buscava a reflação.
A fala de Kiuchi rejeita qualquer suposição de que o governo vá recorrer a uma política monetária e fiscal frouxa para impulsionar o crescimento, uma leitura que não combina bem com a promessa de Takaichi, feita em 5 de outubro, de buscar receitas impulsionadas pelo crescimento enquanto administra a emissão de dívida. A declaração surge em um momento em que os rendimentos dos títulos longos do Japão vêm subindo gradualmente para máximas de várias décadas, com a expectativa de que o Banco do Japão mantenha o aperto monetário. Ao descartar a intenção de reflação, Kiuchi elimina uma possível fonte de nova fraqueza do iene ou de sinais fiscais mais frouxos que poderiam aliviar a pressão sobre esses rendimentos. Com isso, os sinais de política do próprio Banco do Japão, e não a retórica do governo, passam a ser a principal força que decidirá se os rendimentos japoneses de longo prazo continuarão subindo e se esse movimento se transmitirá aos fluxos de capital que afetam os Treasurys de longo prazo.
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