Citigroup inclui alta de dezembro em previsão para o Fed, mas ainda espera cortes em 2027
O banco mantém cortes de juros em 2027 em suas projeções, mesmo ao se juntar aos investidores que precificam uma alta em dezembro.
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O Citigroup incluiu uma alta de juros em dezembro em sua previsão para o Federal Reserve, ao mesmo tempo em que continua a esperar cortes em 2027. O banco mudou sua projeção de curto prazo, de nenhuma mudança para uma alta, ainda no mesmo dia.
A decisão alinha o Citigroup aos investidores, que já haviam elevado a probabilidade de uma alta em dezembro para cerca de 90%, após um dado forte de inflação. Também coloca o banco ao lado de um grupo de dirigentes do Fed de postura linha-dura, incluindo o presidente do Fed de Cleveland, Hammack, o presidente do Fed de Chicago, Goolsbee, e os presidentes Collins e Musalem, que defendem um aperto monetário adicional.
Hammack disse nesta semana que o Fed precisa de mais restrição monetária para atingir sua meta de inflação de 2%, descrevendo as condições de negócios como fortes a aquecidas, e afirmou que famílias de baixa renda passaram de trocar compras por produtos mais baratos a decidir quais contas pagar. Goolsbee alertou que tarifas e a alta do petróleo podem empurrar a economia em direção à estagflação e, em outra ocasião, disse que a inteligência artificial é um problema de inflação. O diretor do Conselho Econômico Nacional, Hassett, afirmou que um dado de inflação em desaceleração pode permitir que o Fed mantenha os juros estáveis.
O Citigroup divulgou lucro do terceiro trimestre acima das estimativas de Wall Street, com a receita de negociação no nível mais alto em uma década, embora a receita total de US$ 23,84 bilhões tenha ficado abaixo da previsão de US$ 24,20 bilhões. Sobre 2027, a visão do Citigroup está mais próxima da da presidente do Fed de Nova York, Williams, que disse em 13 de outubro que ela não vê necessidade de alta de juros naquele ano, do que da dos investidores, que vêm acrescentando apostas em mais três altas até 2027. Essa distância entre uma alta no curto prazo e um recuo depois deixa os rendimentos dos Treasuries de prazo longo sensíveis a qualquer lado que o próximo relatório de inflação favorecer, com as taxas hipotecárias já na sétima máxima semanal seguida, de 7,4%.
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