Kroger vai cortar cerca de 3.000 vagas corporativas em três anos
Os cortes, confirmados em um memorando visto pela Bloomberg News, reduziriam a força de trabalho corporativa da Kroger de cerca de 8.200 para aproximadamente 5.200 sob o comando do CEO Greg Foran
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Gráfico: KR, preços por minuto, três horas antes e depois
A Kroger planeja eliminar cerca de 3.000 cargos corporativos nos próximos três anos, uma redução de mais de 37% de sua força de trabalho corporativa de aproximadamente 8.200 pessoas, segundo um memorando visto pela Bloomberg News. A empresa diz que vai detalhar os cortes nos próximos meses.
O CEO Greg Foran, que assumiu em fevereiro de 2026, escreveu no memorando que a Kroger deveria eliminar trabalhos duplicados e depender mais da tecnologia, segundo a Reuters. Ele afirmou que a economia ajudaria a financiar reduções de preços e investimentos em funcionários das lojas. A Reuters também informou que a Kroger reduziu sua meta anual de vendas em lojas comparáveis e quer baixar preços para competir com Walmart e Aldi, citando consumidores que ficaram mais econômicos sob a pressão dos altos preços da gasolina.
A medida vem após cortes menores que a Kroger já havia feito, incluindo cerca de 1.000 cargos corporativos em junho de 2025 e menos de 1.000 demissões divulgadas em um memorando de agosto de 2025, depois que um juiz federal bloqueou a proposta de fusão da Kroger com a Albertsons. O Cincinnati Business Courier informou que a redução mais recente deixaria a Kroger com aproximadamente 5.200 funcionários corporativos, um dos maiores cortes desse tipo na história de 143 anos da companhia.
A dimensão dos cortes aponta para uma mudança de foco: de administrar os efeitos do fracassado acordo com a Albertsons para apertar a estrutura de custos da própria Kroger. A Albertsons pleiteia uma indenização de US$ 8 bilhões da Kroger por causa da fusão malsucedida, com um julgamento de duas semanas marcado para começar no Tribunal de Chancelaria de Delaware ainda este mês, e reduzir as despesas corporativas agora cria uma margem de segurança para esse litígio. Os cortes também seguem um período de retornos constantes aos acionistas, incluindo um dividendo declarado pela Kroger em setembro, o que sugere que a administração quer proteger esse pagamento cortando custos em outras áreas, em vez de reduzir as distribuições aos acionistas. Se a Kroger conseguirá executar os cortes ao longo de três anos sem prejudicar as operações continua sendo uma questão em aberto.
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