Kremlin diz que suspenderia ataques em dia de eleição na Ucrânia
A oferta de Moscou está condicionada a uma votação que Kyiv não marcou, e segue uma série de alegações de cessar-fogo que os mercados já precificaram e desfizeram.
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O Kremlin diz estar pronto para interromper ataques no dia da eleição na Ucrânia, segundo a TASS. Kyiv não tem nenhuma eleição marcada enquanto os combates continuam, e o ministro da Europa da Alemanha afirmou que qualquer votação exigiria que todo o país estivesse acessível.
A oferta vem depois de uma declaração separada de Trump, segundo a qual Rússia e Ucrânia haviam concordado com um cessar-fogo no setor de energia, uma alegação que Moscou não confirmou. Zelenskiy disse que essa declaração o pegou de surpresa e que a Ucrânia só a aceitará se a Rússia também aceitar. Os EUA também pressionaram Ucrânia e Europa a parar de atingir refinarias de petróleo russas, ameaçando reter o fornecimento de armas, segundo reportagem do Financial Times.
O petróleo bruto caiu no domingo, após a alegação de cessar-fogo de Trump, com Moscou ainda sem confirmá-la e a aceitação de Kyiv condicionada à da Rússia. O ouro subiu levemente para US$ 4.206,86, e o Brent recuou 1,2% no mesmo dia, enquanto os mercados também avaliavam um ataque dos houthis.
O novo comunicado sobre o dia da eleição surge após um padrão em que Moscou combina gestos condicionais com ataques contínuos em outros lugares, incluindo um ataque noturno às instalações da Naftogaz. Esse padrão, e a ausência de qualquer interrupção confirmada, explicam por que a oferta é lida como mais um gesto ligado a uma data hipotética, e não como uma mudança no terreno, e por que os mercados, que já reagiram e desfizeram posições diante de alegações anteriores de cessar-fogo, tendem a tratar esta com a mesma cautela.
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