Zelenskiy diz que alegação de Trump sobre cessar-fogo energético o pegou de surpresa
A Ucrânia só aceitará um cessar-fogo energético se a Rússia também aceitar, diz Zelenskiy, depois que Trump anunciou um acordo que nenhum dos lados confirmou nos próprios termos.
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Volodymyr Zelenskiy diz que soube pela primeira vez de um cessar-fogo energético pelo anúncio de Donald Trump, e não por qualquer acordo que o próprio lado dele tivesse alcançado. Trump disse no domingo que Rússia e Ucrânia haviam concordado em interromper ataques à infraestrutura de energia, depois de uma semana em que os dois países atingiram refinarias e estações de bombeamento um do outro. Zelenskiy diz que a Ucrânia só aceitará esse cessar-fogo se a Rússia também concordar com ele.
Moscou não confirmou publicamente o anúncio de Trump.
A declaração vem alguns dias depois de a equipe de negociação ucraniana encurtar uma viagem a Washington que deveria se estender até sábado, período em que vinha pressionando por mais defesa aérea. A delegação deveria se reunir na sexta-feira com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, com a expectativa de que negociadores europeus se juntem às conversas nos próximos dias.
Os ataques que o cessar-fogo de Trump interromperia continuaram ao longo da semana. No sábado, a Ucrânia atingiu a estação de bombeamento de petróleo de Samara, na Rússia, parte de uma série de ataques à infraestrutura petrolífera russa. Na sexta-feira, Zelenskiy disse que a Ucrânia havia atingido as refinarias de Omsk e Ukhta, na Rússia, com Omsk atingida pela segunda vez em dois dias.
A surpresa de Zelenskiy com o anúncio de Trump, somada à sua aceitação condicional, e não integral, repete um padrão de setembro, quando alegações de cessar-fogo energético foram seguidas de mais ataques, e não de uma pausa neles. Também reacende uma disputa do fim de setembro, quando Zelenskiy rejeitou a ideia de que a Ucrânia interromperia unilateralmente os ataques sem que a Rússia fizesse o mesmo. Com a Rússia sem oferecer qualquer confirmação pública agora, a distância entre o anúncio de Trump e o que cada lado de fato acordou continua sendo o dado central para quem acompanha se os combates pela infraestrutura de energia realmente vão parar.
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