Alemanha vai recorrer a reservas estratégicas enquanto a pressão sobre os combustíveis persiste
A medida de Berlim acrescentaria oferta a um mercado que já lida com preços elevados nas bombas e com medidas anteriores de alívio tributário
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A Alemanha informou que planeja liberar até 15 milhões de barris de petróleo e derivados de seus estoques estratégicos, segundo o governo.
A medida marcaria uma mudança do alívio fiscal para ações de oferta física. Berlim vinha afirmando repetidamente que preferia depender de importações constantes de combustíveis a recorrer às reservas domésticas, uma posição que agora parece estar sendo revertida.
A Alemanha já usou suas reservas antes. Na primavera de 2026, concordou em liberar cerca de 2,5 milhões de toneladas de petróleo como parte de uma liberação recomendada pela AIE, ligada ao conflito no Golfo Pérsico, segundo a Clean Energy Wire. Essa ação fez parte da maior liberação coordenada de estoques na história da Agência Internacional de Energia (AIE), apoiada pelos 32 países-membros, informou a própria AIE. A Alemanha exige que suas petrolíferas mantenham pelo menos 90 dias de abastecimento desde a década de 1970, segundo a Deutschlandfunk. Em separado, os países do G7 concordaram, em 2 de outubro, em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto ao longo de quatro meses, coordenados pela AIE, após pressão do governo Trump sobre aliados como Alemanha e França em relação às suas reservas de diesel, segundo a NBC News.
Diferentemente dos cortes de impostos sobre combustíveis adotados antes pela Alemanha, que atuaram sobre os preços ao consumidor sem alterar a quantidade de petróleo no mercado, a liberação de reservas acrescenta barris diretamente à oferta global. A escala em discussão, de até 15 milhões de barris, é grande o suficiente para pressionar para baixo os preços do petróleo bruto caso chegue ao mercado rapidamente, embora seja um volume restrito à Alemanha, menor que o consumo diário global, e surja após meses de pressão política sobre os custos dos combustíveis, ligada à queda na aprovação do chanceler Merz.
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