Pimco alerta para risco de rendimento de 10 anos do Tesouro dos EUA subir a 6%
A recomendação marca uma virada brusca em relação aos comentários de um conselheiro sênior da Pimco apenas alguns dias antes, que classificou os rendimentos do Tesouro como “uma verdadeira pechincha”.
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Gráfico: US10Y, Rendimento do Treasury americano de 10 anos, daily closes either side
A gestora administra cerca de US$ 2,33 trilhões, segundo a Bloomberg.
O rendimento de 10 anos estava em 5,28% em 7 de outubro, segundo dados do Federal Reserve Board publicados por meio do FRED. A StreetStats, ferramenta que acompanha a curva de juros do Tesouro, colocou o rendimento em 5,24% em 8 de outubro, queda de 5 pontos-base no dia, com o rendimento de 30 anos em 5,61%.
A recomendação destoa de outras declarações recentes da Pimco. Em 6 de outubro, o conselheiro sênior Rupert Harrison afirmou que os rendimentos do Tesouro eram “uma verdadeira pechincha” depois da forte alta recente, segundo a Reuters. Em suas próprias projeções para seis a doze meses, divulgadas no mesmo dia, a Pimco disse que ainda prefere títulos do Tesouro de cinco a sete anos e está ficando “mais construtiva com papéis de prazo mais longo à medida que os rendimentos sobem”, segundo resumo da Briefs.co. No mês passado, o diretor de investimentos Dan Ivascyn disse que rendimentos acima de 5% levaram a gestora a reduzir sua posição abaixo do peso em vencimentos mais longos, informou a Briefs.co. O cofundador da Pimco, Bill Gross, afirmou nesta semana que rendimentos acima de 5% ainda não compensam adequadamente os investidores pelo risco de duration, citando o aumento da emissão de dívida pública e a demanda estrangeira mais fraca, segundo o Yahoo Finance.
A mudança de tom marca um rompimento com a posição da gestora de apenas algumas semanas antes, quando um conselheiro sênior chamou os mesmos rendimentos de boa oportunidade depois da alta. Ela aponta para uma preocupação crescente dentro de uma das maiores gestoras de títulos do mundo de que pressões fiscais e de oferta possam superar a tese de valuation que havia atraído compradores. Uma aposta no retorno a níveis vistos pela última vez em 2000, vinda de um grande detentor de títulos do Tesouro, sugere menos confiança de que os rendimentos de prazo longo já atingiram o pico, e aumenta o risco de novas quedas nos preços dos títulos de prazo longo do Tesouro caso essa visão se espalhe entre outros grandes investidores.
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