Shell evacua e interrompe cinco plataformas no Golfo do México com a aproximação de tempestade
Mars, Olympus, Ursa, Vito e Appomattox saem de operação depois que a Shell já havia retirado funcionários não essenciais de Stones
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Shell evacuou todo o pessoal e interrompeu a produção em seus ativos Mars, Olympus, Ursa, Vito e Appomattox no Golfo do México. A empresa já havia realocado funcionários não essenciais de sua plataforma Stones como medida de precaução.
A decisão segue o fortalecimento do sistema meteorológico que a Shell vinha monitorando perto dessas plataformas. O sistema, antes acompanhado como Invest 92L, foi elevado pelo National Hurricane Center a Depressão Tropical Nove, com ventos sustentados máximos de 35 mph, segundo a AOL, que citou o NHC. Em um aviso das 10h00 de 7 de outubro, o sistema já havia recebido o nome de Tempestade Tropical Isaias, com ventos de 45 mph, deslocando-se para leste-nordeste a 8 mph, com pressão de 1.000 mb, segundo o Watching the Tropics. O NHC prevê novo fortalecimento até se tornar furacão, com a tempestade devendo atingir intensidade máxima como furacão de Categoria 1 ou Categoria 2 até sexta-feira, informou a AOL.
A Shell já havia citado as mesmas seis plataformas ao acompanhar o sistema, classificando a medida como preventiva e sem outro impacto operacional naquele momento. Esse monitoramento agora se transformou em evacuação completa e paralisação.
Mars, Ursa, Olympus, Vito e Appomattox respondem, juntas, por uma parcela relevante da produção em águas profundas do Golfo do México, de modo que parar as cinco retira barris reais da oferta dos EUA enquanto a tempestade mantiver as equipes embarcadas. Trata-se de um impacto de oferta mais direto do que as perdas de GNL no Oriente Médio apontadas no mês passado, que foram tratadas como já precificadas pelos mercados por refletirem uma mudança nos fluxos, e não um corte de volume. O petróleo bruto pode enfrentar pressão de alta até que a Shell divulgue um prazo para a retomada das plataformas.
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