Rendimento de 2 anos da Alemanha cai enquanto o da França e o da Itália sobem
Os rendimentos dos títulos alemães de dois anos recuam para 3,02%, enquanto os papéis franceses e italianos perdem valor, ampliando uma divergência que atravessa a zona do euro desde meados de setembro.
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O rendimento do título alemão de dois anos cai 6 pontos-base, para 3,02%. Os rendimentos dos títulos franceses e italianos de dois anos sobem 6 pontos-base cada, para 3,61% e 3,48%.
O movimento acontece enquanto o rendimento do título francês de 10 anos sobe 15 pontos-base, para 4,8974%. Esse rendimento havia recuado 16 pontos-base em 6 de outubro, depois de chegar perto de 4,989% no começo deste mês, seu nível mais alto desde 2002. O movimento de 6 de outubro também reduziu em 12 pontos-base o spread sobre o rendimento do título alemão de 10 anos.
Do lado alemão, a produção industrial saltou 2% em agosto, muito acima das projeções, um dia depois de os pedidos à indústria do mesmo mês terem despencado 10,6%, segundo informado. Essa queda nos pedidos já havia reacendido dúvidas sobre se a leitura do PMI composto de setembro, de 53,8, marcou uma virada genuína na economia.
A divergência entre a queda dos rendimentos alemães e a alta dos franceses e italianos parece uma continuação da história fiscal que vem desde meados de setembro, quando a pressão orçamentária da França e os alertas sobre a dívida da Itália levaram pela primeira vez os prêmios de risco dos dois países acima de limiares de vários anos. Desde então, esses prêmios só se desfizeram parcialmente. Nesse período, a ampliação dos spreads franceses e italianos não mostrou um canal consistente para os rendimentos dos Treasuries ou para as ações dos EUA, então o descompasso de hoje, de 6 pontos-base, se lê como mais uma etapa de um impasse fiscal não resolvido na zona do euro, e não como um sinal que vá além dele.
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