Autoridade da zona do euro diz que alta dos juros franceses não mostra contágio até agora
Os rendimentos dos títulos franceses de 10 anos subiram 15 pontos-base para 4,8974% na quarta-feira, com o movimento ligado a notícias domésticas e não a um espraiamento para outras dívidas da zona do euro.
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Uma autoridade sênior da zona do euro afirmou que a alta dos rendimentos dos títulos franceses não provocou contágio até agora, e que o mercado francês está simplesmente reagindo a notícias vindas de Paris, o que a autoridade classificou como lógico.
O rendimento do título francês de 10 anos subiu 15 pontos-base para 4,8974% na quarta-feira, depois de cair 16 pontos-base na terça-feira, na sequência de um pico perto de 4,989% no início deste mês. O rendimento segue próximo do nível mais alto desde 2002. Na terça-feira, o spread entre os títulos franceses e alemães de 10 anos recuou 12 pontos-base, depois de ter se ampliado até 159 pontos-base no início de outubro. Na sexta-feira, o spread havia recuado para 140 pontos-base a partir daquele pico de 159 pontos.
A leitura da autoridade, de que as oscilações dos rendimentos franceses refletem desdobramentos domésticos e não um problema mais amplo da zona do euro, combina com o padrão da última semana. A ampliação repetida do spread e do rendimento da França, incluindo a alta para 4,989% e o prêmio de 150 pontos-base sobre a Alemanha, não se espalhou de forma consistente para um sentimento de risco mais deteriorado nem para os Treasuries de longo prazo.
Se essa contenção se mantiver, ela joga contra a ideia de tratar o estresse fiscal francês como gatilho para movimentos em outros mercados. Por ora, o sinal mais claro de investidores buscando segurança foi a procura por ouro, e não uma fuga mais ampla do risco.
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