Pesquisas sobre taxas de hipoteca mostram nova alta além de 7,3% nesta semana
A pesquisa da Money.com colocou a taxa fixa de 30 anos em 7,44% em 5 de outubro, prolongando uma alta que já dura seis semanas seguidas.
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Gráfico: Taxa de financiamento imobiliário de 30 anos com juros fixos nos EUA
As taxas de hipoteca continuaram subindo em outubro. A pesquisa semanal da Mortgage Bankers Association, que cobre a semana encerrada em 25 de setembro, mostrou a taxa fixa de 30 anos em 7,3%, ante 7,12% na semana anterior. Joel Kan, economista da MBA, disse que foi a sexta alta semanal consecutiva e a taxa mais alta desde novembro de 2023.
A pesquisa de taxas própria da Money.com, feita separadamente da MBA, colocou a taxa fixa de 30 anos em 7,44% em 5 de outubro, alta de 0,11 ponto percentual, e afirmou que outras pesquisas mostravam taxas de 30 anos acima de 7,5%.
As solicitações de financiamento vêm caindo à medida que as taxas sobem. Os dados da MBA para a semana encerrada em 25 de setembro mostraram queda de 6% no total de solicitações de hipoteca, com recuo de 9% nas solicitações de refinanciamento e de 4% nas de compra. Na semana anterior, as solicitações já tinham caído 1,5% com a taxa subindo para 7,12%, segundo a HousingWire, e a participação das hipotecas com juros variáveis subiu para 9,8% das solicitações.
A MBA e a Fannie Mae reduziram suas projeções para a originação de hipotecas, informou a HousingWire. A MBA agora projeta originações de US$ 2,101 trilhões em 2027, ante US$ 2,144 trilhões na projeção de agosto, citando a expectativa de mais duas altas de juros pelo Fed nos próximos 12 meses, já que a inflação segue acima da meta de 2%.
A alta contínua sugere que o avanço para 7,3% no fim de setembro não foi um pico, mas parte de um aperto sustentado nas condições de crédito para a habitação. Com as solicitações já em forte queda à medida que as taxas se aproximavam desse nível, uma nova subida aponta para uma erosão mais profunda da demanda por compra e refinanciamento, com efeitos em cadeia para construtoras, originadores de hipotecas e gastos de consumo relacionados. O fato de a alta ter persistido apesar da mudança nas expectativas para a política do Fed sugere que as condições financeiras no setor habitacional seguem restritivas, independentemente do que o banco central sinalizar a seguir, mantendo a pressão sobre as partes do mercado sensíveis a juros.
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