Rubio diz que o Irã não pode ter programa nuclear, repetindo a linha do governo sem novas medidas
A declaração ecoa exigências de Vance e Trump nesta semana, e nenhuma delas definiu um cronograma ou um mecanismo de fiscalização
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O secretário de Estado Marco Rubio disse que não se pode permitir que o Irã tenha um programa nuclear. A declaração não definiu nenhum novo mecanismo de fiscalização nem um cronograma.
Ela veio um dia depois de o vice-presidente Vance dizer que Teerã não pode alegar que não quer uma arma nuclear enquanto enriquece urânio a 60%. Vance não especificou como nem quando o Irã deveria reduzir esse enriquecimento. O presidente Trump também disse nos últimos dias que a capacidade do Irã de fabricar drones está "prestes a acabar" e que ninguém sabe quem comanda o país, e, em outra declaração, que EUA e Irã vão "terminar logo", sem dar detalhes. Declarações semelhantes de Trump no passado não levaram a nenhuma mudança no conflito.
O pano de fundo continua sendo o bloqueio no Estreito de Ormuz, que reduziu o tráfego de petroleiros para cerca de duas embarcações por dia, ante uma média de 125 antes do conflito, segundo a UKMTO. Teerã afirmou que o estreito não será reaberto sob pressão, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que, historicamente, as negociações nucleares precederam ataques em vez de impedi-los. O Irã continua condicionando qualquer concessão nuclear ao alívio das sanções e do bloqueio.
As declarações de Rubio mantêm o impasse na mesma disputa sobre a sequência de passos que tem marcado semanas de interrupção no estreito, com cada lado esperando que o outro se mexa primeiro. Os preços do petróleo já embutem um prêmio ligado à disrupção em Ormuz, e essa reafirmação, por si só, não altera o quadro operacional do tráfego de petroleiros nem do impasse mais amplo.
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