Pedidos à indústria da Alemanha caem 10,6% em agosto, muito pior do que o previsto
A queda reacende a dúvida sobre se a leitura do PMI composto de setembro, de 53,8, marcou uma virada genuína para a indústria alemã.
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Os pedidos à indústria da Alemanha caíram 10,6% em agosto em relação a julho, segundo dados oficiais, muito mais do que a queda de 1,0% esperada por economistas e revertendo o ganho de 2,5% de julho.
O resultado chega dois dias depois de a leitura do PMI composto de setembro, de 53,8, indicar resiliência apesar da turbulência política em curso. A magnitude da queda reacende a dúvida sobre se aquela força do PMI refletiu uma virada genuína na indústria alemã ou apenas uma leitura pontual. A confiança do consumidor medida pela GfK já recuou para -30,6.
Os rendimentos dos bunds alemães de 10 anos vinham cedendo antes dos dados, caindo para a mínima de três semanas, de 3,41%, na sexta-feira, depois de subirem até 3,61% em setembro por preocupações com a expansão fiscal, a demanda fraca em leilões e números de inflação e de preços de importação mais altos do que o esperado. O presidente do Bundesbank, Nagel, afirmou na segunda-feira que os riscos inflacionários ainda pendem para o lado da alta, um tom duro dado poucos dias depois de a inflação da zona do euro saltar para 3,8% em setembro.
Os dados também surgem enquanto o governo de Merz, que ainda administra medidas de alívio nos preços dos combustíveis, lida com as consequências de uma derrota histórica da CDU em uma eleição estadual, o que deixa o governo com menos capacidade política para responder a uma nova desaceleração industrial.
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