Fundos de pensão do Reino Unido reduziram exposição a ações dos EUA por risco de IA, segundo o FT em dezembro
Fundos britânicos que administram mais de £200bn migraram recursos para longe das ações americanas no fim do ano passado, e um deles citou as avaliações de empresas de IA como motivo
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Fundos de pensão do Reino Unido que administram mais de £200bn tiraram dinheiro de ações dos EUA e o direcionaram a outras regiões ou a proteções contra quedas, segundo reportagem do Financial Times de dezembro de 2025.
O Aon Master Trust, um fundo de £12bn com 185.000 participantes, vendeu cerca de 10% de sua carteira global de ações, aproximadamente £700mn, ao longo do verão de 2025, em grande parte posições em empresas americanas, de acordo com a mesma reportagem. Callum Stewart, da Standard Life, disse na época que o fundo estava reduzindo sua alocação nos EUA e aumentando a exposição aos mercados do Reino Unido e da Ásia.
A preocupação com a concentração em ações ligadas à IA persiste desde então. Em reportagem datada de setembro de 2026, a Bloomberg afirmou que Monte Tabak, diretor de investimentos do New York City Retirement Systems, recusou uma proposta de private equity após considerar alta demais a participação de ativos relacionados à IA. A mesma reportagem citou uma estimativa do Goldman Sachs segundo a qual empresas de infraestrutura de IA, incluindo fabricantes de chips e hyperscalers, respondem por cerca de 40% do valor de mercado do S&P 500.
O movimento marca uma virada em relação à engenharia financeira já vista nos esforços das grandes empresas de tecnologia para manter a exposição à IA fora do balanço, sugerindo que investidores institucionais estão cada vez mais desconfiados da forma como os compromissos de gastos com IA são estruturados, em vez de tranquilizados por eles. Ele vem na esteira de uma sequência de rodadas de financiamento de IA cada vez maiores, incluindo as negociações, segundo informações, de uma avaliação de US$ 1,2 trilhão para a OpenAI, que ampliaram a distância entre o capital comprometido com a IA e os retornos visíveis até agora. Se grandes alocadores de longo prazo continuarem se afastando da exposição concentrada em tecnologia dos EUA, o efeito poderia pesar de forma desproporcional sobre as megacapitalizações de tecnologia e os papéis ligados à IA que impulsionaram os ganhos dos índices, já que esses fundos tendem a agir com horizontes de vários anos, e não com base no sentimento de curto prazo.
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