DOJ não vai reabrir investigação criminal contra Powell, diz Blanche
O procurador-geral Todd Blanche afirma que o Departamento de Justiça não vai retomar uma investigação criminal contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve.
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O procurador-geral Todd Blanche disse que o Departamento de Justiça não vai retomar a investigação criminal contra Powell, encerrando uma linha de apuração que havia sido reaberta apenas alguns dias antes.
O caso remonta a uma representação da deputada federal americana Anna Paulina Luna, que acusou Powell de enganar o Congresso sobre o custo e o alcance do projeto de reforma do Fed, segundo o Investing.com via Yahoo Finance. A procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, abriu uma investigação criminal contra Powell e o Fed sobre a mesma questão da reforma em dezembro, informou a CNBC. O DOJ já tinha arquivado uma investigação criminal contra Powell antes, em 24 de abril, decisão que abriu caminho para a confirmação de Kevin Warsh como indicado à presidência do Fed, segundo a CNBC. Um juiz federal bloqueou depois a investigação anterior sobre a reforma, e Powell concluiu seu mandato como presidente no prazo previsto, de acordo com a CNBC.
O assunto voltou à pauta em 30 de setembro, quando o presidente Trump pediu a renúncia de Powell e afirmou, em uma postagem na Truth Social, que havia pedido a Blanche, recém-elevado a procurador-geral, que estudasse o relatório do inspetor-geral do Fed sobre a reforma e decidisse o que fazer. A confirmação de Blanche de que nenhuma nova investigação criminal será conduzida fecha esse caminho.
O governador do Fed Kevin Hassett disse nesta semana que cabe apenas a Powell decidir se continua como presidente, e que, caso Kevin Warsh assuma alguma função no Fed, ele teria de trabalhar ao lado de Powell, uma configuração que Hassett classificou como incomum. Com a investigação criminal agora descartada, a questão de quem controla a política monetária permanece com Powell, e não se transfere para um cenário de afastamento abrupto, o que reduz a chance de um choque de liderança capaz de perturbar a continuidade da política no curto prazo, mesmo com questões mais amplas sobre a sucessão e o rumo dos juros seguindo em aberto.
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