Birol diz que petróleo caiu US$ 5 após anúncio da IEA sobre liberação de reservas
O presidente da Agência Internacional de Energia relaciona a queda à notícia de que petróleo e diesel serão liberados das reservas nos próximos dias e semanas.
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Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, afirma que os preços do petróleo caíram pelo menos US$ 5 depois que a agência anunciou que liberará petróleo e diesel das reservas nos próximos dias e semanas. Ele disse que a IEA decidirá sobre a distribuição após consultar os países-membros e que a agência tem reservas suficientes para liberar mais, se necessário.
O anúncio segue um plano do G7 divulgado hoje, que prevê a liberação de 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto, incluindo o que o plano chama de liberação substancial de reservas de diesel nos primeiros 20 dias, informa o Irish Times. O plano foi costurado sob pressão de Trump e não especificou como os 100 milhões de barris seriam divididos entre petróleo bruto e diesel, segundo o Irish Times.
Birol vinha resistindo a uma nova liberação por meses. Em agosto, disse à Reuters que a IEA não discutia uma segunda liberação, ressaltando que 80% das reservas permaneciam após a retirada de 400 milhões de barris em março. Ainda no fim de setembro, em Dublin, afirmou que outra liberação não era a prioridade máxima da agência, lembrando que um terço da liberação de março ainda não havia chegado aos mercados. A França havia pedido separadamente a liberação de 50 milhões de barris, divididos igualmente entre diesel e petróleo bruto. O Irish Times também informa que alguns países europeus ainda não cumpriram suas obrigações do compromisso de março de liberar 73 milhões de barris de combustíveis refinados como parte daquela retirada de 400 milhões de barris.
A passagem da espera para um anúncio concreto de liberação marca uma virada em relação à postura de aguardar e ver que Birol mantinha apenas alguns dias atrás. A queda de US$ 5 no preço, descrita por ele, é sua própria avaliação da reação do mercado, e não um número confirmado de forma independente. Já o volume e o momento dos barris a serem liberados permanecem indefinidos até que a IEA consulte os países-membros. A questão maior é se a liberação enfrenta a dependência estrutural da Europa em relação aos fluxos de diesel dos EUA ou apenas amortece os preços até a reunião de coordenação da IEA, marcada para 15 de outubro.
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