Hassett diz que Powell decide por conta própria se permanece como presidente do Fed
Hassett acrescenta que Kevin Warsh teria de trabalhar ao lado de Powell caso assuma algum cargo, e classifica esse arranjo como incomum
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O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, disse que a decisão sobre se Jerome Powell permanece como presidente do Fed cabe ao próprio Powell. Hassett afirmou que, se Kevin Warsh assumir algum cargo no Fed, Warsh teria de lidar diretamente com Powell, situação que ele descreveu como incomum.
Hassett afirmou, em separado, que os atuais pagamentos de juros são altos demais. Warsh já adotou uma posição linha-dura na política monetária, ao apoiar o aumento de juros do Fed em setembro e ao repetir alertas sobre a inflação em meados de setembro.
A especulação sucessória surge após uma sessão em que os títulos do Tesouro de longo prazo recuaram depois de uma onda de venda. Na quinta-feira, o rendimento do Treasury de 10 anos caiu para 5,24%, e o rendimento de dois anos recuou para 4,79%, abaixo dos níveis que haviam levado o papel de 10 anos acima de 5,2%. O ouro subiu 0,55%, para US$ 382,94, no mesmo dia em que os rendimentos cederam, depois que os comentários da vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, reduziram as expectativas de um aumento de juros em outubro. Os operadores precificavam em 50-50 a chance de outra alta naquele mês, ante 70% antes das declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams. A governadora do Fed Lorie Logan disse que mais altas ainda são necessárias enquanto a inflação persistir, Jefferson e Williams sinalizaram que não há urgência para novos aumentos, e o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que a alta de setembro mostrou a determinação do Fed em relação à inflação.
A esquiva de Hassett sobre o mandato de Powell, e sua caracterização de uma nomeação de Warsh como incomum, deixam a questão da liderança sem solução. O sinal relevante para os títulos de longo prazo continua sendo a postura linha-dura que Warsh já adotou, e não qualquer mudança de pessoal. Com Jefferson e Williams já tendo puxado os rendimentos para baixo, dos máximos de várias décadas, ao sinalizar paciência quanto a uma nova alta, uma história sucessória confusa muda pouco para a precificação dos títulos, a menos que de fato defina quem comanda a política monetária. Os dados de inflação e de folha de pagamentos que ainda serão divulgados seguem como o fator mais prático, em comparação com comentários sobre quem ocupa a presidência.
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