GLD sobe 0,55% para US$ 382,94 com queda dos rendimentos dos Treasuries
Rendimentos mais baixos e os comentários do vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, reduziram as expectativas de uma alta de juros em outubro, enquanto os problemas fiscais da França ampliaram a procura por ativos de refúgio
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O ouro subiu 0,5%, para US$ 4.178,10 a onça, na quinta-feira, enquanto os rendimentos dos Treasuries americanos recuavam após atingirem máximas de níveis de 2002, e investidores buscavam ativos de refúgio diante das preocupações com a perspectiva fiscal da França.
O vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, afirmou que o banco central deixaria os dados que chegam orientar seu próximo movimento e que não tinha pressa para agir, repetindo a formulação de "mais tempo" que vem usando nos últimos dias. Os operadores reduziram a probabilidade de uma alta de juros em outubro para 50-50, ante 70%, depois que Jefferson e o presidente do Fed de Nova York, John Williams, sinalizaram que não há urgência para novos aumentos.
Nem todos os formuladores de política monetária concordam. A governadora do Fed Lorie Logan disse que mais aumentos de juros são necessários, já que a inflação persiste, mesmo com a queda da probabilidade de um movimento em outubro. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que a alta de juros de setembro mostrou a determinação do Fed em relação à inflação. O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, a presidente do Fed de Boston, Susan Collins, e o presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, apoiaram a alta de setembro, mas não deram nenhuma sinalização sobre outubro.
Os problemas fiscais da França também empurraram investidores em direção ao ouro. A presidente do BCE, Christine Lagarde, classificou como grave a dívida da França, equivalente a 120% do PIB, sem perspectiva de redução. Na quarta-feira, o prêmio de risco dos títulos franceses subiu para 124 pontos-base, enquanto o da Itália ultrapassou 100 pontos-base pela primeira vez desde março.
A alta do ouro dá continuidade a um padrão que tem mantido as probabilidades de alta de juros divididas, sem definição. A queda dos rendimentos de prazos longos, após semanas de avanço, retira parte da pressão que os juros reais mais altos vinham exercendo sobre o metal, enquanto o estresse fiscal da França acrescenta um segundo fator de refúgio além da incerteza sobre o Fed, uma combinação diferente da narrativa baseada apenas nos rendimentos, que dominou os movimentos do ouro na maior parte de setembro.
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