USO sobe 1,56% após China suspender exportações de combustível fora de Hong Kong e Macau
Pequim iniciou um feriado de uma semana sem emitir licenças de exportação para as principais refinarias, e o USO, fundo de petróleo bruto, sobe 1,56%, a US$ 147,93 por cota
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Gráfico: USO, um fundo que acompanha o petróleo, fechamentos diários antes e depois
O petróleo Brent é negociado em alta nesta quinta-feira depois que a China suspendeu as exportações de derivados de petróleo, segundo a Reuters.
A suspensão abrange embarques de gasolina, diesel e combustível de aviação para destinos além de Hong Kong e Macau, não as exportações de petróleo bruto, segundo reportagem da Reuters divulgada pelo China-Global South Project. Pequim iniciou em 1º de outubro um feriado nacional de uma semana sem emitir licenças de exportação às principais refinarias para embarques fora desses dois mercados, informou a Reuters via Quartz. A estatal PetroChina cancelou alguns embarques de gasolina e combustível de aviação previstos para outubro, a maioria dos quais havia sido firmada nas duas semanas anteriores, segundo o China-Global South Project. A Zhejiang Petrochemical Corp, de capital privado, não programou nenhum embarque de derivados de petróleo durante a semana de feriado, informou a Reuters.
Fontes não souberam dizer se as licenças de exportação seriam retomadas após o fim do feriado, em 7 de outubro, com os estoques domésticos e a produção de refino provavelmente pesando nessa decisão, segundo a Reuters. Pequim já havia restringido as exportações de combustível em março, após a guerra entre EUA e Irã interromper o fornecimento de petróleo do Oriente Médio, e depois aliviou essas restrições entre julho e setembro, o que torna este um novo aperto, informou a Reuters. O analista do UBS Giovanni Staunovo disse que a medida aponta para preocupações com a disponibilidade doméstica de derivados e que não está claro se as medidas vão sustentar importações mais altas de petróleo bruto após as recentes quedas nos estoques chineses, segundo reportagem da Reuters divulgada pela Mediaselangor. Uma escassez global de diesel ligada às guerras no Irã e na Ucrânia dificilmente deve se amenizar antes do ano que vem, informou a Reuters, citando indicadores do mercado de armazenamento e participantes do setor.
A suspensão marca uma ruptura brusca com o padrão de comércio administrado e desescalada que vinha moldando a cobertura das relações EUA-China desde a visita de Xi, incluindo isenções tarifárias e os US$ 30 bilhões em cortes de tarifas anunciados pelos dois países em 29 de setembro. A disputa comercial da China com a UE permanece sem solução, mesmo com o avanço do acordo tarifário entre EUA e China.
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