EUA enviam até 10 mil soldados a mais e um terceiro porta-aviões ao Oriente Médio
O envio ocorre após o prazo dado pelo Irã para uma resposta dos EUA sobre a reabertura do Estreito de Ormuz vencer sem resposta
Publicado · Atualizado
Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Atualizaçãoquinta-feira, 1 de outubro de 2026 às 20:14 ET
A implantação está prevista para ser concluída até o fim de novembro, segundo o Wall Street Journal.
Os Estados Unidos estão enviando até 10.000 soldados adicionais ao Oriente Médio, além de um terceiro porta-aviões, informou o Wall Street Journal.
A medida ocorre depois que o prazo dado pelo Irã para uma resposta dos EUA sobre a reabertura do Estreito de Ormuz venceu sem resposta. Mediadores do Catar haviam apresentado um acordo que vinculava a exigência do Irã de suspender seu bloqueio naval a concessões nucleares dos EUA, além de termos separados que permitiriam a livre circulação do tráfego marítimo pelo estreito em troca do fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Essas negociações fracassaram. Desde então, o Catar apresentou uma nova proposta buscando concessões tanto de Washington quanto de Teerã. O chanceler iraniano, Araqchi, disse ao gabinete que os EUA enviaram a Teerã uma proposta, segundo um porta-voz do governo.
O reforço também vem após o fim formal da Operação Inherent Resolve, a missão militar dos EUA no Iraque, encerrada em 30 de setembro.
Um terceiro grupo de porta-aviões e o envio de dezenas de milhares de soldados marcam uma virada em relação a um impasse que, até agora, consistiu em rodadas de mediação travadas e declarações contraditórias vindas de Washington e Teerã. A escala da medida sinaliza preparação para um confronto direto, e não mais uma rodada de propostas mediadas pelo Catar, o que aumenta as chances de que o bloqueio de Ormuz e o risco que ele representa para o transporte marítimo persistam ou piorem, em vez de se resolverem por meio de negociações. Caso o envio se concretize, ele reforça o prêmio de risco já embutido nos preços do petróleo bruto em torno da possibilidade de interrupção no estreito, já que a escalada militar tem tendido a durar mais do que os prazos diplomáticos repetidamente adiados ao longo desse impasse.
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