Jefferson diz que Fed deixará dados guiarem próximo movimento de juros, sem pressa
Traders reduziram a probabilidade de uma alta de juros em outubro para 50-50, de 70%, após declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams.
Publicado · Atualizado
Atualizaçãoquinta-feira, 1 de outubro de 2026 às 16:10 ET
Dados sobre novos pedidos de seguro-desemprego divulgados junto com os comentários mostraram queda para o menor nível desde julho. Um relatório separado sobre cortes de vagas em setembro ainda não foi divulgado.
O vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, disse que o banco central segue totalmente comprometido em levar a inflação de volta à meta de 2% e que as próximas decisões sobre juros serão guiadas pelos dados. Ele disse que o Fed pode levar mais tempo antes de seu próximo movimento, argumentando que esperar por mais dados permitirá uma decisão melhor.
Os comentários ecoam o que Jefferson disse um dia antes, quando também sinalizou que os formuladores de política monetária podem precisar de mais tempo antes de decidir o próximo passo. Eles reforçam o sinal de pausa que os mercados já haviam lido naquela declaração anterior.
Os dados por trás dessa cautela têm sido mistos. A folha de pagamentos dos EUA cresceu 90.000 em setembro, superando a previsão de 38.000 e o ganho de 75.000 em agosto. A inflação do núcleo do PCE do segundo trimestre veio em 0,3%, muito abaixo dos 3,6% esperados e revisada para baixo da leitura inicial de 3,3%. Os traders reduziram suas apostas em uma alta de juros em outubro após esse número mais fraco do PCE, e as chances de um movimento em outubro desde então caíram para 50-50, de 70%, após um comentário de "sem urgência" de Williams. O dólar se fortaleceu com essas declarações, levando o euro para baixo, a US$ 1,1312, seu nível mais fraco desde maio de 2025.
Os rendimentos dos Treasuries de prazo mais longo e as taxas de hipoteca já precificaram uma trajetória de juros mais firme. A taxa fixa de hipoteca de 30 anos subiu para 7,3%, a mais alta desde novembro de 2023, e os pedidos de hipoteca caíram 6,0% na semana encerrada em 25 de setembro, uma queda mais acentuada que o recuo de 1,5% da semana anterior.
As declarações de Jefferson mantêm viva uma divisão dentro do Fed. Autores mais hawkish, incluindo Michael Barr e Austan Goolsbee, têm argumentado que o banco central deveria tolerar dor de mercado para atingir sua meta de 2%, enquanto os traders passaram de precificar três altas para uma divisão equilibrada sobre a ação de outubro. Com os custos de empréstimos de longo prazo já refletindo uma trajetória mais firme, o próximo relatório de inflação ou de emprego deve ser o fator decisivo de qual visão prevalecerá.
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