Trump diz que questão nuclear com o Irã será resolvida muito em breve enquanto prazo de Ormuz expira
O prazo de terça-feira definido pelo próprio Teerã para uma resposta dos EUA sobre a reabertura do Estreito de Ormuz expirou sem resposta. Trump disse que a questão nuclear, e não a guerra, será resolvida muito em breve.
Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
O presidente Trump disse na terça-feira que a questão nuclear com o Irã será resolvida muito em breve e que os preços do petróleo vão cair. Ele afirmou que o Irã está "fracassando muito feio" e disse aos americanos que não temessem o que a tecnologia vai fazer com o país.
As declarações vêm no momento em que o prazo do próprio Teerã para uma resposta dos EUA sobre a reabertura do Estreito de Ormuz expirou sem resposta. O Irã diz que ainda aguarda que Washington responda a um plano de sete pontos enviado por meio do Catar. O chanceler Araghchi havia dito que o Irã esperava uma resposta até terça-feira, tanto sobre o estreito quanto sobre as negociações nucleares.
Outros sinais vindos de Teerã e de Washington apontam para longe de um fim iminente do conflito. O vice-presidente Vance disse que o líder supremo do Irã está vivo e que o Irã precisa se comportar antes que qualquer acordo seja possível. O porta-voz do Exército iraniano ofereceu uma recompensa de 10 bilhões de tomans por um soldado americano, morto ou vivo. O chefe do braço público da Guarda Revolucionária disse que os EUA devem admitir a derrota e deixar a região. O presidente do Parlamento, Qalibaf, disse que a região não venderá petróleo se o Irã não puder vender o seu. As exportações de petróleo do Irã despencaram sob o bloqueio naval dos EUA, enquanto Arábia Saudita e Iraque viram suas próprias exportações se recuperarem.
Trump também disse que não sabe se o Irã vai capitular. Ele fez a declaração horas depois de negar que tenha sido oferecido qualquer alívio de sanções ao Irã. A delegação iraniana, por sua vez, negou que tenha planos de negociar.
No conjunto, as declarações soam mais como confronto do que como diplomacia. Elas combinam com a sua associação de uma vitória dos EUA e de preços mais baixos da gasolina a uma resolução militar, e não a um acordo mediado. Os mercados já viram frases parecidas antes, sem desdobramentos, e os investidores podem tratá-las como retórica que mantém um prêmio de risco no petróleo bruto, e não como um sinal altista genuíno.
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