Microsoft busca pelo menos US$ 25 bilhões em venda de títulos nos EUA, sua primeira desde 2017
A empresa também devolveu US$ 10,2 bilhões aos acionistas em seu trimestre mais recente.
Publicado · Atualizado
Atualizaçãoquinta-feira, 29 de outubro de 2026 às 7:55 ET
A gestão diz que os gastos de capital vão acelerar no segundo semestre, porque as entregas de capacidade de terceiros estão sendo empurradas para mais adiante. Esse cronograma vem junto com a previsão de gastos de cerca de US$ 170 bilhões no ano-calendário, que a matéria acima já traz.
Microsoft pretende captar pelo menos US$ 25 bilhões com a venda de títulos no mercado dos EUA. Ela volta ao mercado de alto grau de investimento, a faixa da dívida corporativa considerada a menos propensa a dar calote, pela primeira vez desde 2017.
A Microsoft espera cerca de US$ 170 bilhões em gastos de capital no ano-calendário e diz que continuará com fluxo de caixa positivo até o ano fiscal de 2027. Seu diretor financeiro apresentou essa projeção em orientação divulgada dias antes desta operação. No trimestre mais recente, a empresa devolveu US$ 10,2 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompras de ações. O lucro superou a previsão, mas a receita ficou abaixo das expectativas.
O tamanho da venda oferece um número mais concreto sobre o lado do endividamento na expansão da infraestrutura de inteligência artificial do que a projeção de gastos sozinha. A Microsoft também determinou um corte de 20% nos custos de nuvem e ofereceu planos de desligamento voluntário a 60 mil funcionários. Juntas, essas medidas indicam que a empresa recorre ao endividamento, reduz gastos e diminui o quadro de pessoal ao mesmo tempo, em vez de depender apenas do fluxo de caixa operacional para financiar a expansão.
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