Banco do Japão eleva taxa de juros de curtíssimo prazo para 1,25% ao ano
O aumento de um quarto de ponto segue uma alta em junho. O governador Kazuo Ueda não descartou novas elevações e afirmou que o banco pretende consultar outros bancos centrais sobre seus planos de juros.
O Banco do Japão elevou sua taxa de juros de curtíssimo prazo, a call rate, de 1% para 1,25% ao ano, uma alta de 25 pontos-base. O governador Kazuo Ueda afirmou que o banco não descartou nenhuma opção de política para novas altas de juros.
A decisão segue a alta de junho de 2026, quando a taxa subiu para cerca de 1%. Na reunião de 31 de julho, o banco havia mantido os juros em 1%, por 8 votos a 1, com o membro do conselho Hajime Takata defendendo, naquele momento, uma elevação para 1,25%, segundo a CNBC. A decisão de quinta-feira vem três meses após o aumento de junho, segundo a FXStreet, que a classificou como o aperto monetário mais espaçado do banco central em anos, em meio à aceleração da inflação subjacente.
Antes da decisão, o mercado monetário precificava algo em torno de 90 pontos-base de altas acumuladas nos próximos 12 meses, informou a FXStreet. Estrategistas de moedas, entre eles Derek Halpenny, do MUFG, haviam alertado que uma sinalização cautelosa de Ueda poderia desencadear uma venda de ienes, informou a FXStreet. A reunião de quinta-feira não incluiu o Relatório de Perspectivas trimestral, que acompanha quatro das oito reuniões anuais de política do banco, segundo a Phemex.
Ueda disse que o banco pretende consultar outros bancos centrais sobre as intenções deles de elevar juros. Ele afirmou que uma análise cuidadosa é essencial, mas que isso não significa que o banco deva agir devagar.
O aumento em si está em linha com o que o mercado já havia precificado, diante da recente força do iene e dos movimentos dos rendimentos dos títulos, o que deixa pouco espaço para uma surpresa de aperto adicional. A primeira-ministra Takaichi apresentou planos fiscais voltados ao crescimento desde uma reforma ministerial, defendendo ações de política mais rápidas e um ciclo em que a maior arrecadação de impostos alimente o crescimento. Com a alta de juros em si sem surpresas e sem um limite fixo para novas elevações, o que o Banco do Japão disser sobre o ritmo e a flexibilidade das próximas altas passa a pesar mais para o mercado do que a decisão de quinta-feira. O foco declarado de Ueda em estabilizar a inflação, e não em administrar a moeda, acrescenta peso a essa leitura.
© Raydn · raydn.us