Jefferson diz que o Fed precisa de mais tempo para decidir o próximo movimento de juros
O vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, afirma que os formuladores de política monetária podem precisar de mais tempo antes de decidir seu próximo movimento, enquanto as próprias apostas dos investidores em alta de juros seguem oscilando.
O vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, disse que o banco central pode precisar de mais tempo para decidir seu próximo movimento de política monetária, um comentário que surge num momento em que os próprios investidores não conseguem chegar a uma conclusão.
Em 29 de setembro, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou que os formuladores de política não tinham pressa para agir, e os investidores reduziram as chances de uma alta de juros em outubro para 50 a 50, ante 70%. O euro caiu para US$ 1,1312, seu nível mais fraco desde maio de 2025, na mesma mudança de cenário. Mais tarde naquele dia, o relatório de folha de pagamento de setembro, mais forte do que o esperado, com 90.000 novas vagas contra previsões de 38.000 e acima dos 75.000 de agosto, empurrou as expectativas de volta na direção de uma alta.
Os custos de empréstimos de longo prazo não esperaram que o mercado se decidisse. A taxa de financiamento imobiliário de 30 anos subiu para 7,3%, seu maior patamar desde novembro de 2023, com os pedidos de hipoteca caindo 6,0% na semana encerrada em 25 de setembro, enquanto o rendimento do Tesouro americano de 10 anos ultrapassou 5,2% com expectativas de um ciclo persistente de alta de juros.
A relutância de Jefferson em se comprometer com um movimento no curto prazo mantém essa ambiguidade em aberto, em vez de resolvê-la. Outros dirigentes, entre eles Barr, Goolsbee e o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, adotaram um tom mais duro em favor de novos aperto monetários, e a distância entre seu discurso e as oscilantes chances de alta de juros no mercado continua sem solução. Com os rendimentos e as taxas hipotecárias já precificando um caminho mais firme, caberá ao próximo relatório de inflação ou de emprego fazer o trabalho que o comentário de Jefferson não fez.
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