TV estatal do Irã diz que sons perto da Ilha de Qeshm foram provavelmente tiros de advertência
A TV estatal afirma que os sons foram provavelmente tiros de advertência disparados contra embarcações que violavam o Estreito de Ormuz. A IRNA não relatou danos na ilha.
A TV estatal do Irã afirmou que os sons ouvidos perto da Ilha de Qeshm foram provavelmente tiros de advertência disparados contra embarcações que violavam o Estreito de Ormuz. A IRNA informou que o som parecia vir do mar, e nenhum dano foi relatado na ilha.
Qeshm fica na entrada do Estreito de Ormuz, passagem por onde escoa uma grande parcela do petróleo transportado por mar no mundo. Qualquer atividade na região chama atenção por causa dessa localização.
O incidente acontece após semanas de sinais contraditórios sobre o programa nuclear do Irã e o impasse com Washington. Trump disse que autoridades dos EUA conversaram com mediadores iranianos e que a ameaça nuclear já foi interrompida e, em separado, afirmou que os EUA vencerão em breve o conflito com o Irã e previu queda nos preços da gasolina, além de dizer que a inflação terminará quando a guerra com o Irã acabar. Uma fonte dos EUA envolvida nas negociações disse à Al Arabiya que um acordo continua improvável, com as divergências ainda grandes, enquanto a Al Hadath, citando fontes, informou que o Irã concordou em interromper o enriquecimento de urânio em troca de alívio de sanções, versão que conflita com outros relatos. A CNN informou que autoridades dos EUA classificaram as negociações mediadas como positivas e construtivas. Os EUA também pressionam o Irã a honrar o compromisso, intermediado pela Suíça, de permitir o acesso de inspetores da AIEA, mesmo com o parlamento iraniano analisando um projeto de lei para deixar totalmente o Tratado de Não Proliferação Nuclear. A Al Jazeera informou que o Irã propôs adiar seus compromissos nucleares até depois de uma fase inicial de qualquer acordo, com os dois lados ainda disputando quem abre mão primeiro de sua vantagem. O Hezbollah do Iraque, por sua vez, ameaçou fechar passagens de fronteira em resposta a um embargo aéreo ao Irã caso ele continue após 1º de outubro, segundo a IRIB.
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