Irã nega reportagens da Kyodo e da Reuters sobre reabertura de Ormuz
Fontes iranianas citadas pela Fars classificam as reportagens como inválidas, poucos dias depois de Teerã afirmar que reabriria o estreito caso os EUA suspendessem seu bloqueio.
Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Autoridades iranianas negaram as reportagens da Kyodo e da Reuters segundo as quais o Irã reabriria o Estreito de Ormuz, de acordo com a Fars, que citou fontes iranianas não identificadas que classificaram as informações como inválidas e falsas.
O Irã havia dito que reabriria o estreito em até 7 dias caso os EUA suspendessem o bloqueio. Esse bloqueio continua em vigor. O bloqueio também impede o Irã de exportar petróleo bruto, um dos pilares de sua receita nacional, e a economia iraniana está sob pressão crescente.
A negativa vem na sequência de outros sinais de Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o país deve negociar se os interesses nacionais exigirem, enquanto Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento, disse que o Irã não se renderá aos Estados Unidos, segundo a Fars.
Antes, na segunda-feira, 21 de setembro, um projétil não identificado atingiu um navio-tanque no Estreito de Ormuz, no momento em que autoridades dos EUA e do Irã organizavam conversas em Nova York, segundo a Fars.
Brent e WTI haviam se estabilizado nesta semana, após uma queda de 8% em 4 dias, com a melhora sinais de alívio no tráfego marítimo pelo estreito e a preparação de autoridades dos EUA e do Irã para conversas em Nova York. A negativa iraniana contradiz a oferta condicional do próprio Irã de reabrir o estreito, minando a confiança em sua posição de negociação justamente quando os preços do petróleo haviam subido com as esperanças de avanço diplomático e de acesso restabelecido ao estreito. Isso torna um acordo no curto prazo menos provável e retira o apoio à recente recuperação do petróleo.
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