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CarMax mira crescimento do lucro ajustado por ação na casa dos dois dígitos baixos ao ano até o exercício fiscal de 2030

O plano Shift into GEAR depende de precificação, de crédito Tier 2 e de US$ 200 milhões em economias de custo em regime de corrida que começam a valer após o exercício fiscal de 2027.

CarMax definiu metas de crescimento de médio-baixo um dígito nas unidades de varejo de usados e de crescimento na casa dos dois dígitos baixos no lucro ajustado por ação. Ambas são taxas anuais compostas até o exercício fiscal de 2030, medidas a partir do exercício fiscal de 2026.

O plano, chamado Shift into GEAR, tem três frentes. A CarMax vai melhorar a precificação e o sortimento. Vai expandir a CarMax Auto Finance para o crédito Tier 2, com a meta de 40% de penetração até o exercício fiscal de 2030. E vai cortar os custos de reforma, logística e despesas administrativas e de vendas, com a administração apontando US$ 200 milhões em economias de custo em regime de corrida que começam a valer após o exercício fiscal de 2027.

O ano-base é fraco. As vendas de usados já vinham caindo no exercício fiscal de 2026, e as vendas comparáveis de veículos usados recuaram 9% no terceiro trimestre daquele ano. A administração reduziu as margens do varejo para reconquistar compradores. A meta de unidades, portanto, depende de a nova precificação reverter a queda ou apenas estabilizá-la.

A aposta no Tier 2 cria uma segunda dependência. Ela vincula os resultados ao desempenho de crédito entre tomadores de menor score, um risco que cresce se o crédito ao consumidor continuar se restringindo. Os concorrentes online Carvana e Amazon são o principal teste externo de se a melhor precificação e o sortimento se transformam em volume.

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