EUA negociam com a Venezuela presença militar de longo prazo, segundo o New York Times
Um acordo de bases se apoiaria em uma relação petrolífera que está entregando menos aos EUA: as exportações venezuelanas para os EUA caíram para 449.000 barris por dia em outubro.
O New York Times informa que os EUA negociam com a Venezuela uma presença militar de longo prazo no país. Isso levaria uma relação construída até agora sobre petróleo e política para o campo da segurança, e seria um compromisso duradouro, e não um acordo sobre carregamentos.
Os sinais públicos anteriores eram mais vagos. No início de outubro, o presidente Trump disse estar "analisando" a abertura de uma base militar dos EUA na Venezuela ou em outro ponto da América do Sul, informou o Colorado Politics. Após um encontro em fevereiro, em Caracas, entre uma delegação militar dos EUA e a presidente interina Delcy Rodríguez, o Comando Sul falou em "segurança compartilhada", informou a Nexstar. O gabinete de Rodríguez disse que os dois lados trabalhariam em um plano bilateral contra o tráfico de drogas, a migração e o terrorismo. Nenhum dos dois mencionou bases.
O petróleo tem sido, até agora, o principal canal. Os EUA chegaram a um acordo para controlar mais de 65 bilhões de barris de reservas venezuelanas, segundo uma reportagem que levantou a preocupação de que a Venezuela possa se tornar uma colônia de recursos. Um funcionário americano afirmou que o acordo é com uma entidade privada, e não com o governo interino venezuelano. A Assembleia Nacional da Venezuela o apoiou.
A política corre em paralelo. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as condições para o retorno seguro de Machado à Venezuela resultaram de negociações de reconciliação apoiadas pelos EUA, que já levaram à libertação de centenas de presos políticos. Em 9 de outubro, ele disse que essas negociações seriam retomadas em 14 de outubro.
Os números de exportação não combinam bem com tudo isso. Dados de embarques mostram que as exportações de petróleo da Venezuela para os EUA caíram para 449.000 barris por dia em outubro, enquanto as exportações para a Europa subiram para cerca de 235.000. Uma base acrescentaria um vínculo de segurança a uma relação construída sobre petróleo, num momento em que chegam menos barris venezuelanos aos EUA.
© Raydn · raydn.us
Notícias relacionadas
Chevron supera previsões para o terceiro trimestre e compromete US$ 7 bilhões com a Venezuela em cinco anos
O lucro de US$ 5,28 por ação e a receita de US$ 65,24 bilhões superaram as estimativas, mas o foco do presidente-executivo esteve no crescimento da oferta de longo prazo.