Knot, candidato à presidência do BCE, espera que a inflação subjacente acelere e uma resposta "um pouco mais dura"
A inflação da zona do euro chega a 4,0% em outubro, segundo a estimativa preliminar do Eurostat, e autoridades do BCE estão prontas para elevar os juros em dezembro.
Klaas Knot, candidato a suceder Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu, afirma que a inflação subjacente e os efeitos de segunda ordem devem acelerar. Efeitos de segunda ordem são o que acontece quando a energia mais cara alimenta salários e outros preços. O BCE responderia então com uma política "um pouco mais dura", segundo ele.
Trata-se de uma projeção, e não ainda de uma tendência. A estimativa preliminar do Eurostat coloca a inflação da zona do euro em 4,0% em outubro, ante 3,8% em setembro, com a energia subindo 20,8% e os serviços, 3,3%. Mas a inflação subjacente, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou estável em 2,5%, segundo a cobertura da estimativa preliminar feita pela Memesita. Knot diz que a pressão sobre os preços vai se espalhar além da energia.
A política monetária já caminha nessa direção. O BCE elevou os juros em junho e em setembro, levando a taxa básica de 2,0% para 2,50%, e o Conselho a manteve nesse patamar em 29 de outubro. As autoridades estão prontas para subir os juros em dezembro, e o JP Morgan prevê um aumento nesse mês e outro em março de 2027. A visão de Knot, portanto, parece uma continuidade em relação ao Conselho, e não uma ruptura, e mantém a pressão sobre os rendimentos dos títulos europeus de longo prazo.
O NL Times, citando a NOS, informa que os Países Baixos indicaram Knot e que o ministério das Finanças holandês o considera o melhor sucessor de Lagarde. Lagarde disse que deixará o cargo em fevereiro, e os líderes da zona do euro devem definir um sucessor nas próximas semanas. O chanceler alemão Friedrich Merz disse que a escolha será concluída até o fim do ano.
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