Ucrânia diz que Rússia ataca subestação crítica para a usina nuclear de Khmelnytskyi com três drones
Instalações de energia foram os principais alvos da Rússia no ataque noturno, disse Shmyhal, ao afirmar a embaixadores do G7 e da UE que esses ataques ameaçam a segurança nuclear da Europa.
A Rússia enviou três drones contra uma subestação crítica para a operação estável da usina nuclear de Khmelnytskyi durante o ataque em larga escala desta data, disse o ministro da Energia da Ucrânia, Shmyhal. Ele anunciou isso no Telegram e afirmou que a AIEA foi informada.
Shmyhal, que também é primeiro vice-primeiro-ministro, classificou o ataque como um passo grave na escalada. Ele disse que a Rússia usou 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro durante a noite, e que instalações de energia foram seus principais alvos. Em reunião com embaixadores do G7 e da UE, afirmou que ações desse tipo ameaçam a segurança nuclear da Europa.
Ele acrescentou que a Ucrânia espera uma resposta adequada dos parceiros internacionais. Esse apelo, feito a diplomatas e à AIEA, e não aos operadores da rede elétrica, sugere que Kyiv quer que o caso seja tratado como um ataque à segurança nuclear, e não como mais um golpe contra a infraestrutura. Se os parceiros responderem com algo além de palavras é o que dará peso a essa caracterização.
Os EUA realizarão conversas trilaterais com a Ucrânia e a Rússia em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro, disse na segunda-feira um alto funcionário americano. Um assessor do Kremlin alertou que ataques ucranianos maciços durante as comemorações de 4 de novembro podem afetar a postura da Rússia em relação às negociações. Até agora, os ataques têm ocorrido paralelamente ao agendamento das conversas, sem descarrilá-las, e ainda não há sinal de que o ataque de hoje altere seu ritmo ou seus termos.
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