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Stellantis diz que produção italiana pode parar por falta de peças, com relatos apontando Melfi e Mirafiori

Sindicatos e relatos da imprensa indicam que Melfi e Mirafiori devem parar de 2 a 6 de novembro, após uma série de paralisações na Itália desde setembro que a Stellantis atribuiu à escassez de componentes.

Stellantis diz que paradas de produção são possíveis na Itália por falta de peças, e relatos apontam que duas fábricas devem parar esta semana. Florence Costanzo, secretária regional do sindicato Ugl Metalmeccanici, afirmou que Melfi, na Basilicata, vai parar de 2 a 6 de novembro por falta de componentes, informou o Il Mattino di Foggia em 30 de outubro. A ItalPassion diz que Mirafiori, em Turim, terá sua terceira semana de paralisação nas mesmas datas.

As paralisações italianas não são novidade. Melfi já deveria parar de 28 de setembro a 2 de outubro por escassez de componentes, informou a MarkLines. A Reuters noticiou uma parada em Mirafiori de 2 a 4 de setembro e, no início de outubro, que três fábricas francesas e duas italianas parariam, com Mirafiori fechada por duas semanas no fim de outubro. Em duas dessas fábricas, a causa foi a falta de baterias para veículos elétricos.

A Stellantis disse em setembro, como noticiou a Reuters, que sua fábrica da Teksid em Carmagnola, que abastece Mirafiori, estava produzindo pouco para a demanda por híbridos, mas o sindicato FIOM atribuiu o problema à fraca demanda pelo Fiat 500. A ItalPassion diz que os sindicatos italianos não aceitam mais a explicação da escassez.

Há pouco espaço para perdas de produção, já que os negócios europeus da Stellantis foram a única região sem margem operacional ajustada positiva no segundo trimestre, quando a margem do grupo foi de 1,8%. Em 30 de julho, a companhia reafirmou uma margem de um dígito baixo para 2026. Uma fábrica parada significa produção perdida de forma definitiva, somando-se às preocupações que levaram as ações da BMW, da Volkswagen e da Stellantis a cair em 27 de outubro, depois que a Mercedes-Benz reduziu sua projeção de margem operacional ajustada para carros de 2% a 3%.

Paralisações desse tipo também enfraquecem o argumento que o CEO da Stellantis apresentou ao presidente Macron em 12 de outubro, de que a Europa precisa agir rapidamente nas regras de CO2 para apoiar a produção feita na Europa, com a produção de carros elétricos prevista para começar em Pomigliano.

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